Cisnes e tempestades

“ Ela apertou a mão de Noah, soltou-a e chegou mais perto. Pousou a mão no braço dele, embalando-o, e descansou a cabeça no ombro dele. Ele sentia o cheiro dela, suave como a chuva, cálido. Ela falou quase sussurrando:

– Lembra quando a gente estava voltando para casa, depois do festival? Eu perguntei se você queria me ver de novo. Você apenas mexeu a cabeça e não disse uma palavra. Não foi nada convincente.

– Eu nunca tinha conhecido ninguém como você antes. Não conseguia evitar. Não sabia o que dizer.

– Eu sei. Você nunca conseguiu esconder nada de mim. Os seus olhos sempre te entregavam. Você tinha os olhos mais maravilhosos que eu já vi na vida.

Ela então fez uma pausa, levantou a cabeça do ombro dele, e olhou-o diretamente no rosto. Quando falou, a voz dela era quase inaudível, pouco mais que um sussurro. – Acho que naquele verão eu te amei mais do que já amei qualquer outra pessoa na minha vida.

Mais uma vez os relâmpagos rasgaram de luz os céus. Nos momentos de calmaria que antecederam o trovão, os olhos dos dois se encontraram enquanto ambos tentavam desfazer 14 anos de distância, ambos sentindo uma mudança desde a véspera. Quando o trovão por fim soou, Noah suspirou e desviou o olhar, em direção à janela.”

Diário de uma paixão –  Nicholas Sparks

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